Segunda-feira, Agosto 21, 2006
22 de Agosto-De olhos bem abertos e de ouvidos em pé
Já contei aqui que agora faço ginástica com personal quase todos os dias. Ótimo para mim, estou ficando com o corpo tonificado, alegre e forte. Pois bem, outro dia eu estava numa dessas aulas particulares de ginástica, onde toca initerruptamente , no rádio, um canal de FM qualquer, quando escuto estarrecida um ruído que, mesmo distraída que estava com pesos e contagens de séries, não deixar passar de jeito nenhum. Era o Waldemar Costa Neto, ex-presidente do PL. -aquele que renunciou para não ser cassado ao ser pego com a boca na botija no escândalo do mensalão, depois de mentir em cadeia nacional que não só ele, como o resto dos integrantes de seu partido nada tinham a ver com o escândalo que se avolumava, como também que tratava-se de uma pouca vergonha. Ah pouca vergonha era sim. E dias depois a pouca vergonha se tornou muita vergonha: a mulher desse sem-vergonha o denunciou e disse que ele recebia malas e malas de dinheiro para seu partido e ele mesmo, se conchavarem com o PT..
Pois então, aquele pilantra que renunciou para não ser cassado, está novamente em campanha, pedindo votos com voz embargada, dizendo que errou mas agora quer acertar e agradece a todos aqueles que nos momentos difíceis estiveram ao lado dele. Aí eu me pergunto: que momentos difíceis? O sujeito renuncia e fica impune. Fica inclusive com todo o dinheiro de sua corrupção, por que não é preciso devolver. E poucos meses depois, tem a cara-de- pau, mas principalmente o lamentável DIREITO, garantido por LEI, de se candidatar novamente a qualquer cargo público que seja. Nem sei ao que esse nojento estava se candidatando. Não me interessa. O que me interessa é o nível de impunidade, de imoralidade escancarada e sem fim, que se tornou há muitas décadas, a política brasileira. E assim, os Waldemares, os Lulas, os Sarneys, e muitos mais, vão mantendo a tradição desse país triste, pobre e aflito chamado Brasil. Uma tradição de insegurança, de incertezas, de safadezas. E o que podemos fazer? Dizer não a tudo isso em todos os momentos de nossas vidas. Não ao recebermos o troco errado que falta uma moedinha que ?não vale nada?, não aos nosso olhos fechados para as crianças de rua que não são ?menores? que nós, não a nossa incapacidade e sensação de impotência. Podemos fazer muito.É só pensar no que fazer e fazer. Se cada um de nós arregaçar as mangas no dia-a-dia que vivemos para fazer o mínimo que seja em prol da dignidade humana no nosso país, em prol de nossa própria dignidade, alguma coisa vai mudar para melhor. No mínimo movimento de cada um, existe um teor de conjunto, que somado dá uma força grande, revolucionária. A bloggagem coletiva tem pelo menos o poder de mostrar a nós mesmos, que o mundo é um grande coletivo. Vamos em frente com cada brasileiro desesperado e cheio de medo que encontrarmos ao nosso lado. E fazer um grande cordão pela paz, pela prosperidade geral, pela nossa consciência.
Beijos,
Jasmine
Por Jasmine
# Às 11:17 PM

Recadinho de rodapé